São opostos, mas ainda muito confundidos por aqueles que estão iniciando o processo de autoconhecimento. Entender a diferença entre essas suas práticas te trará uma onda de consciência!

O egoísta

Para começar a explicar a diferença entre autoamor e egoísmo, vamos definir aqui o egoísta: uma pessoa cujos interesses são movidos pela intenção de receber somente para si mesmo, enxerga as pessoas e situações que acontecem na vida dele como objeto para saciar suas próprias necessidades. O egoísta se acha merecedor de receber e sente uma obsessão por ser servido, buscando sempre que alguém satisfaça as suas vontades através de manipulação e controle.

Por essa definição, parece que as pessoas egoístas estão bem longe já que você pode não se lembrar de ter se relacionado com uma pessoa assim antes, mas trazendo um exemplo pra vida real e falando com o português claro, o egoísta é aquela pessoa que te suga, drena sua energia, que está sempre te lembrando que você o deve alguma coisa, é aquela pessoa chantagista, que te faz um favor já pensando em como você irá retribuir, que quer levar vantagem em tudo, que faz bico, fecha a cara ou entra num modo reativo quando suas vontades não são satisfeitas.

Egoístas podem estar em qualquer lugar, inclusive nos mais inusitados, podem ser alguns de seus familiares, companheiros de trabalho, seu parceiro de relacionamento ou quem sabe, você mesma! Se isso é o caso, calma, você vai entender o porquê é tão importante tomar consciência se estiver lidando com uma pessoa assim ou se você mesma está agindo de forma egoísta.

O autoamor

Já o autoamor, também é um desejo de receber, mas a intenção por trás desse desejo de receber é poder compartilhar aquilo. O egoísta não consegue compartilhar porque ele precisa tirar de alguém pra ter o que dar, com o autoamor não é assim porque a fonte de toda abundância nunca está no outro, mas sim em si mesma.

É um movimento completamente interno, quando as coisas não saem do jeito que você gostaria, ao invés de culpar o outro e tercerizar a responsabilidade, você consegue sair da posição de vítima (onde as coisas somente acontecem e você assiste como um telespectador pra ver o que vai acontecer) para uma posição pró-ativa da sua própria vida, onde passa a manifestar aquilo que deseja, sem ter manipulado ou controlado ninguém, apenas criando consciência sobre si mesma e trabalhando para corrigir aquilo que pode estar te atrapalhando em algumas áreas da sua vida.

Tenha sempre em mente que na posição de autoamor, antes de externalizar qualquer sentimento ou reação com relação ao outro, você sempre buscará entender no seu interior a verdadeira intenção por trás daquele desejo, se questione se você não pode estar querendo culpar / descontar no outro para suprir um vazio que existe dentro de si mesma… Na posição de autoamor, você não procurará alguém que poderá te servir ou consertar seus problemas de autoestima e situações emocionais ou carência, por exemplo. Isso tudo tem origem na escassez do ego.

“Na posição de autoamor, antes de externalizar qualquer sentimento ou reação com relação ao outro, você sempre buscará entender no seu interior a verdadeira intenção por trás daquele desejo!”

O amor próprio é incondicional

Vira e mexe, nós nos esquecemos que o autoamor é incondicional, esse sentimento de estima, compreensão e aceitação de si mesma independe de alguma situação externa que possa estar acontecendo na sua vida. O sentimento de autoamor continua existindo se você tiver engordado uns quilinhos, se você está em um dia que não esteja se sentindo saudável ou tão atraente, ele deve continuar independente de pequenas oscilações externas porque ele é incondicional, você continua se amando e se apreciando uma vez que entende que a fonte de toda abundância é interna.

Acredite: se você não se sente bem com o seu exterior, com o autoamor, você vai se trabalhar até o momento que, das duas uma, ou você se aceitará ou se transformará por fora para sentir-se bem com quem você é.

“O amor próprio não é egoísta. Você não ama alguém verdadeiramente até que descubra como é amar a si mesmo!” 

 Além disso, o amor próprio é peça chave e porta de entrada para outras formas de amor na nossa vida. Como é possível um pedinte lhe dar dinheiro? Como é possível alguém que não se ama lhe dar amor? A resposta é simples: não é possível. No caso de um relacionamento onde não existe amor próprio, muito possivelmente, em algum momento, um demandará demais do outro e quando as necessidades e carências emocionais não forem supridas, isso resultará em sofrimento.

Tenho certeza que não é esse o tipo de relacionamento que você gostaria de manifestar na sua vida. Antes de manifestar relacionamentos saudáveis, duradouros, que tragam muito mais felicidade pra você, o autoamor deve estar presente no seu estilo de vida.  Se você quer saber como desenvolver o seu autoamor, clique aqui e acesse um post que fiz sobre isso.

Espero que tenha conseguido diferenciar esses dois sentimentos opostos, mas tão confundidos. É importante ficar claro que nós vivemos em uma sociedade que tenta nos passar a informação de que autoamor e egoísmo são sentimentos iguais, que as pessoas deveriam sempre “amar” o próximo, mas sem amar a si mesmas, por que aqueles que se amam, são perigosos, são questionadores, sabem o que merecem, sabem como ser tratados, são difíceis de serem dominados e manipulados! Os que se amam são incapazes de fazer mal a outras pessoas, pensam de forma coletiva, se tornam mais justos e isso é muito perigoso pros controladores e egoístas, pois o amor é uma verdadeira fonte de poder inesgotável que eles nunca conseguirão provar!

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