Programando a mente 1: O estado neurofisiológico

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“As coisas não mudam, nós mudamos.”

– Henry Thoreau

Olá, empower! Esse é o primeiro post da série de programação mental! Vamos começar com um exercício muito simples:

Pense em algo que você é realmente boa, que executa com maestria

Agora pense na seguinte situação:

Você passou a noite em claro, preocupada com um ente querido que foi internado no hospital e você não consegue visita-lo porque mora em outro país e precisa entregar 3 relatórios pro seu chefe dentro de 5h se quiser manter o seu emprego.

Mesmo com todas essas situações, com certeza você ainda seria realmente boa naquilo que pensou. Mas se pedissem pra você executar tal tarefa quando está em um estado físico de cansaço e ansiedade, estado mental de preocupação, sentimento de impotência e urgência, as chances são grandes de que o resultado não seria tão bom quanto o esperado.

A diferença entre resultados de sucesso e os medianos não dependem somente da nossa capacidade ou habilidade de execução, mas também dos estados neurofisiológicos no qual estamos.

O que é um estado neurofisiológico?

A neurofisiologia estuda a relação entre as funções físicas e nervosas dentro do nosso organismo, a união entre corpo e mente. Um estado neurofisiológico nada mais é do que uma condição física e mental na qual o seu corpo se encontra e do qual se utiliza para tomar decisões e ações.

O pensamento chave aqui é entender que as ações são o que efetivamente nos leva a resultados e elas dependem diretamente do nosso estado. Ao nos colocarmos em um estado neurofisiológico de apoio, isto é, com mais recursos, criamos maiores probabilidades de tomarmos atitudes positivas que nos geram resultados de sucesso.

Quando vou ao supermercado com fome, sempre acabo comprando mais do que o necessário e algumas guloseimas que não costumo comprar quando estou saciada. Depois que descobri isso, passei a comer uma fruta ou castanhas antes de ir as compras e percebi que pensava muito mais antes de adicionar coisas ao carrinho. Comer um pouquinho antes de ir ao supermercado é uma forma de alterar o estado neurofisiológico, fazendo com que eu tome decisões que apoiem uma vida saudável e ingestão de menos calorias no meu dia a dia, de forma que consigo manter o meu peso estável.

Esse é um exemplo simples do poder do estado e de como alterá-lo para atingir os objetivos e resultados que levarão a vida que você deseja. Mas algumas situações requerem um pouco mais do que comer uma fruta antes de ir as compras.

Como um estado neurofisiológico é formado?

Antes de aprender a se colocar em um estado de apoio, é importante saber que existem dois componentes que criam o estado: o primeiro é a representação interna, ou seja, como você comunica para si mesma determinado acontecimento ou situação, e o segundo é a condição e uso de nossa fisiologia, isto é, você se encontra cansada ou energética? Saudável ou doente? As representações internas são formadas por crenças, atitudes valores e experiências passadas, enquanto a condição fisiológica contribui para formar sentimentos negativos ou positivos dependendo de como se encontra o seu corpo.

Portanto, para controlar nossos comportamentos e ações, é preciso dirigir os nossos estados, que por sua vez requerem representações internas e fisiologia que nos levam na direção que queremos chegar (seja ser a CEO de uma empresa, ter um relacionamento de sucesso ou emagrecer 15kg).  

Representação interna: apenas uma interpretação

Imagine o mapa de uma cidade: é apenas uma representação bidimensional em um papel milhares de vezes menor do que a cidade em si, no entanto, carrega informações importantes como nome de ruas, terminais de ônibus e estações de trem. Note que o mapa é muito útil, mas não é a cidade em si e também não carrega informações secundárias como número das casas ou semáforos, já que isso não ajuda quem está tentando se localizar.

A representação mental das situações que acontecem conosco é como um mapa. Ela precisa ser conveniente, carregar apenas informações importantes e úteis, caso contrário, acaba atrapalhando ao invés de ajudar.

Quando eu era pequena li um livro na qual a personagem principal era uma criança muito pobre. No natal, ela foi escolhida para ganhar um presente por apadrinhamento, então escreveu sua cartinha pedindo uma linda boneca e esperou por semanas até que a caixa embrulhada chegasse. Quando ela abriu, no lugar da boneca havia um par de muletas, ou seja, aconteceu alguma confusão durante o transporte e o seu presente tinha ido para outra criança, adeus a chance de ganhar sua tão sonhada boneca.

O pai vendo a situação e a tristeza da menina disse-lhe que o maior presente é que ela era uma criança que não precisava de muletas e poderia andar, correr, brincar, não existia nada melhor do que isso. Então a menininha que estava super triste abriu um sorriso e percebeu que mesmo não ganhando o presente que queria, ela era muito mais feliz e afortunada do que a criança que havia pedido muletas. De uma maneira bem simples, uma representação interna que poderia trazer muito sofrimento e frustração como essa, se tornou uma representação interna de gratidão e contentamento, uma representação e apoio.

Se você tiver interesse, esse livro se chama Poliana, da Eleanor Porter. Foi um dos que mudou a minha vida e tem uma leitura muito simples, afinal de contas, é um livro infantil! Você pode encontra-lo clicando aqui!

Todas as situações que vivemos, sejam boas ou ruins, deixam representações internas. Lembre-se que mais importante do que aquilo que aconteceu, é a forma que você representou e comunicou aquilo pra si mesma. Uma das maneiras de entrar em um estado de mais recursos é transformar suas representações internas de frustração, raiva, medo, tristeza em representações que possam te trazer apoio e aconchego.

Fisiologia: cuide de si mesma

Depois de uma refeição pesada ou ingestão de bebidas alcoólicas nos sentimos com sono e molengas, se comermos uma barra de chocolates de uma vez, dentro de alguns minutos o açúcar também nos deixa mais cansados. Se dormirmos mal por dias seguidos, não nos exercitarmos e ainda por cima passarmos horas em frente ao computador, são grandes as chances que experimentemos um tipo de esgotamento mental.

O quadro acima te coloca em um estado fisiológico de poucos recursos e por mais que você esteja conseguindo levar a vida, tudo correndo dentro dos conformes no dia a dia, torna-se praticamente impossível tomar ações que te levem para seus objetivos.  

Todos queremos uma vida plena, saudável, feliz, divertida, cheia de auto-estima e amor, mas não tem como alcançar tudo isso estando em um estado fisiológico destrutivo. Tomar consciência que a sua fisiologia altera o seu estado, é crucial para, de forma consciente e pró-ativa, se apoiar e começar a criar recursos para manifestar a vida que você deseja.  

A diferença entre resultados de sucesso e os medianos não dependem somente da nossa capacidade ou habilidade de execução, mas também dos estados neurofisiológicos no qual estamos.

Tudo aquilo que fazemos pela primeira vez demanda muito mais esforço, mas agora você sabe quais são as duas componentes do estado neurofisiológico e entende que se deseja tomar decisões de sucesso, o primeiro passo é cuidar de sua fisiologia e representações internas.

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